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terça-feira, 19 de outubro de 2010

A Fernando Pessoa.

Também eu sou Fernando,
Também eu sou pessoa.
Mas a única diferença
É que eu não sou Pessoa.
Foste quatro em um.
Pastor, astrólogo,
Engenheiro naval, mensageiro.
Criaste uma “dor de pensar”
(É que parecendo que não, pensar dói)
Defendeste a ataraxia,
E o dinamismo ao mesmo tempo,
Foste progresso e a apatia
Num só homem.
Foste tantos.
E só um
Pessoa.
Heart brocken

Sim, eu admito,
Estou de coração partido!
Ela foi-se, mas o que deveria
Esperar que acontecesse?
Não lutei como devia ter lutado,
Não a agarrei, quando a devia ter agarrado,
Quando estive perto dela,
Não tive coragem de lhe dizer o que sentia…
Paciência! Agora não me posso lamentar,
Tenho de levantar a cabeça,
E fingir que ela nunca existiu,
Que eu nunca tive nada a ver com ela.
Ou não! Era demasiado fraco,
Se desistisse assim,
Se desistisse sem ir á luta!
Era um cobarde, se acabasse tudo desta forma!
Acima de tudo, amo-te! E se te perdesse,
Não me conseguiria levantar em dias de sol,
Pois todos os dias são chuvosos,
Sem esteres a meu lado!
Concluindo: Eu vou estar á tua espera,
Talvez um dia tu venhas,
E arrebates o meu coração
De uma vez, e para sempre!
ACREDITO!

Sim, eu acredito!
Não sou como aquelas pessoas
Que dizem que acreditam,
E fogem á primeira contrariedade.
Eu acredito no meu país,
Eu acredito que podemos ser
O que éramos,
(Aquela nação poderosa,
Que tinha meio mundo na mão!)
Já não podemos descobrir novos mundos
Neste mundo, mas podemos olhar para cima!
Sim, para cima!
(Se há naves espaciais com software português,
Porque não fazermos uma só nossa,
Assim como os antigos fizeram aquelas casquinhas de noz
Que chegaram á Índia, e descobrir o universo com elas?)
Sem certezas do que vai acontecer,
Sem medo do desconhecido,
Pois vencendo o desconhecido, é que se construiu o império.
Quero ver a nossa bandeira
Desfraldada em Marte, em Plutão,
No fim do mundo, no fim do Universo…
Querem que eu me deixe de utopias?
Se as pessoas não acreditassem nas utopias,
Este mundo não tinha encontrado o progresso…
Acredito, e toda agente devia acreditar como eu!
Vamos trabalhar todos,
Para o bem nacional.
Juntos, vamos levantar de novo
O esplendor de PORTUGAL!
AMOR

Sentimento humano,
mas também desumano.
Celebrado pelos deuses,
mas também é profano.
Tanto nos faz viver,
como a seguir nos mata.
Tão depressa está bem,
como já não ata nem desata.
Uns sábios dizem,
que é mais forte no fim,
outros afirmam
que tem cheiro de rosas e jasmim.
Muda de repente,
o nosso estado de alma.
Deixa um apaixonado
com falta de calma.
Tanto faz sorrir,
como a seguir faz chorar.
O certo é que ninguém
o deixa de experimentar.
Se ele faz tão mal,
porque é que ainda existe.
Para fazer do mundo
um sítio mais triste?
Já dizia o poeta
que ele "é fogo que arde sem se ver",
a chama de muita gente
já está a esmorecer.
Isto sente-se pela mãe,
pelo pai, e pelo cão.
Faz com que as pessoas
não vejam as coisas como são.
Vivem num mundo paralelo,
distante da realidade,
há pessoas que muito tarde
acordam para a verdade.
Outros dizem que ele é cego,
se fosse, não existia,
ninguém se apaixonava
se fosse como S. Luzia!!!
O meu, está longe,
não me pode ver, nem ouvir,
mas é por causa dele
que eu continuo a existir.
O certo, é que acredito
que ele faz um mundo melhor.
E já tudo tenho dito
sobre o poder do AMOR!!!
QUANTO MAIS ME BATES...

Quanto mais me bates,
mais eu gosto de ti.
Quanto mais me renegas,
mais eu fico louco por ti.
Quanto mais me humilhas,
mais eu me glorifico.
Quanto mais me eviitas,
mais tempo ao pé de ti fico.
Quanto mais me afastas,
Mais de ti eu estou perto.
Quanto mais me confundes,
Mais rápido descubro o que é certo.
Quanto mais me fazes sofrer,
Mais eu me sinto bem.
Quanto mais o meu coração doer,
mais rápido eu encontro alguém.
Quanto mais me mentes,
mais rápido descubro a verdade.
Quanto mais me prendes,
mais eu estou em liberdade.
Nada de ti me afecta,
só o meu amor por ti.
Pois, quanto mais me bates,
mais eu gosto de ti.
O DINHERO NÃO É TUDO.

Bem dizem que o dinheiro
não é tudo nesta vida,
mas sem esse dinheiro
não compras a comida
que comes todos os dias,
(ou pensas que caíu do céu?)
Há pessoas que por dinheiro
pôe o rabinho ao léu.
Dizem por aí que o dinheiro
não compra o amor,
diz isso a um pobre
com o coração cheio de dor
ao ver a sua amada partir
com outro, para as Caraíbas,
que lhe deu mais presentes
e encheu-lhe as medidas.
O dinheiro não é tudo?
Não, mas quase.
É preciso um mundo justo
para ultrapassar esta fase.
TENHO SAUDADES

Tenho saudades de não ter
estes friozinhos na barriga,
saudades de te ver
apenas como uma rapariga.
O meu amor por ti
não me faz sentir bem 
pois qundo estou perto de ti,
aparece sempre alguém,
para destruír o cenário
e a minha auto-estima
e muitas coisas mais
que não cabem nesta rima,
quando estou ao teu lado,
tu fazes-me acreditar
que essa apatia
um dia vai acabar
e eu vou-te beijar,
como se não hovesse depois,
pois o espaço e o tempo
somos apenas nós dois
Quando dormo (se dormo)
eu dormo nos teus braços.
o teu lindo sorriso
emana em todos os espaços.
A tua pele é o lençol
e o teu corpo é a almofada,
quando tu olhas para mim,
eu não preciso de mais nada.
Quando estás perto, suspiro,
quando estás longe, deliro,
quando te vejo com outro
fico triste e viro
para outro lado
e tento-te esquecer,
mas sei que aquela imagem
tão cedo não vai desaparecer.
O teu divino corpo
que por minhas mãos queria despir,
quando está ao meu lado,
faz o meu coração explodir,
fazes-me deprimir,
mas também fazes-me rir
só quero ver
é o que vai acontecer a seguir.
Eu não sei,
mas espero que seja bom,
e já estou a fazer rimas
que cheguem para fazer um som.
O meu destino és tu?
Bem, eu não sei,
só sei que contigo ao meu lado,
eu serei o mais poderoso rei.
Casar? Ter filhos?
Um dia, talvez!
Eu tenho muitas saudades,
E quero ver-te outra vez.
CHUVA

Vejo a chuva a caír
suave, da minha janela
no meio da escuridão,
assisto serno áquela
água correntia,
que levava tudo o que via
levava o sorriso da criança
que queria na rua brincar,
levava o emprego do homem
que só queria trabalhar.
Levava um ninho de roxinois,
que pela vida estavam a lutar,
levava o pão
que ao trabalhador custou a ganhar.
Levava a música
que um homem compôs
levava do camponês
o último prato de arroz.
Levava do sem - abrigo
a sua paquena mansão,
levava da rapariga
a sua última paixão.
Levava a sua carta
cheia de sentimento
e trazia ao seu coração
o mais penoso tormento.
Levava a vida da idosa
que na cama esperava o fim,
levava o sonho do jovem,
que mais longe queria chegar e assim,
vendo aquele cenário
triste, de tédio e dor,
que mais parecia sáido
de um filme de terror,
ao ver aquilo tudo,
queria ver coisas mais amenas,
só depois percebi
que era CHUVA, apenas.  
NÃO SEI...

Não sei porque foges,
quando quero o teu bem,
não sei porque entre nós
tem de estar sempre alguém...
Não sei porque me afastas
quando estou bem perto de ti,
não sei porque me renegas,
quando quero estar aí...
Não sei porque é que lutas
por algém que não te quer
e deixas-me aqui
só, triste, a sofrer...
Não sei porque tomas
certas atitudes,
mas hei-de saber...

Mas, por agora, NÃO SEI...
PELA IGUALDADE PERDIDA

Ás vezes penso,
e paro por um segundo,
como o quão injusto
pode ser este mundo.
Onde os mais ricos
têm sempre mais,
e os mais pobres
se envolvem em coisas ilegais.
Onde as escolas
não têm condições para ensinar
e os governos
obrigam o seu povo a ignorar.
Aqui as pessoas matam-se
sem razão de ser,
as pessoas esbofeteiam-se
 por não ter que beber.
Aqui não mandam presidentes,
mas sim mafiosos,
em vez dos inteligentes,
mandam os ricos e poderosos.
Onde as guerras
são por causa de bombas invísiveis,
e os tratados de paz
são pouco credíveis
e as pessoas
sentem-se mais revoltadas,
mas de nada lhes serve,
pois estão esfomeadas.
Professores contra alunos,
alunos contra professores,
hoje em dia é o dinheiro
que constrói os grandes amores.
Nem as próprias crianças
podem viver descançadas,
viram logo a primeira esquina,
são logo violadas.
Inocentes na cadeia,
culpados na praia ao sol,
há gente podre
em todo o lado, até no futebol
Da cultura á Igreja,
da banca á política,
são donos e senhores
de tudo, e ninguém critica.
Mas, como em tudo,
há uma réstia de esperança,
um sorriso escondido
numa face de criança,
e quando as armas se calarem,
e a paz for restaurada,
todo o mundo cantará
na festa mais desejada.
As pessoas se abraçarão,
os políticos darão as mãos,
velhas rivalidades
para sempre se enterrarão.
E toda a terra explodirá
e não mais voltará atrás,
todo o mundo cantará
um hino de paz.