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terça-feira, 19 de outubro de 2010

PELA IGUALDADE PERDIDA

Ás vezes penso,
e paro por um segundo,
como o quão injusto
pode ser este mundo.
Onde os mais ricos
têm sempre mais,
e os mais pobres
se envolvem em coisas ilegais.
Onde as escolas
não têm condições para ensinar
e os governos
obrigam o seu povo a ignorar.
Aqui as pessoas matam-se
sem razão de ser,
as pessoas esbofeteiam-se
 por não ter que beber.
Aqui não mandam presidentes,
mas sim mafiosos,
em vez dos inteligentes,
mandam os ricos e poderosos.
Onde as guerras
são por causa de bombas invísiveis,
e os tratados de paz
são pouco credíveis
e as pessoas
sentem-se mais revoltadas,
mas de nada lhes serve,
pois estão esfomeadas.
Professores contra alunos,
alunos contra professores,
hoje em dia é o dinheiro
que constrói os grandes amores.
Nem as próprias crianças
podem viver descançadas,
viram logo a primeira esquina,
são logo violadas.
Inocentes na cadeia,
culpados na praia ao sol,
há gente podre
em todo o lado, até no futebol
Da cultura á Igreja,
da banca á política,
são donos e senhores
de tudo, e ninguém critica.
Mas, como em tudo,
há uma réstia de esperança,
um sorriso escondido
numa face de criança,
e quando as armas se calarem,
e a paz for restaurada,
todo o mundo cantará
na festa mais desejada.
As pessoas se abraçarão,
os políticos darão as mãos,
velhas rivalidades
para sempre se enterrarão.
E toda a terra explodirá
e não mais voltará atrás,
todo o mundo cantará
um hino de paz.

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